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Justiça manda soltar MC Poze do Rodo

O funkeiro Poze do Rodo Divulgação A Justiça Federal concedeu habeas corpus e determinou a soltura de Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rod...

Justiça manda soltar MC Poze do Rodo
Justiça manda soltar MC Poze do Rodo (Foto: Reprodução)

O funkeiro Poze do Rodo Divulgação A Justiça Federal concedeu habeas corpus e determinou a soltura de Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, nesta quarta-feira (13). Ele foi preso na investigação da Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. A decisão, assinada pela juíza Sylvia Marlene de Castro Figueiredo, revoga a prisão preventiva do cantor, mas impõe medidas cautelares, como a entrega do passaporte. Confira: Comparecer a todos os atos do processo; Informar eventual mudança de endereço; Comparecer mensalmente em juízo; Não deixar a cidade onde mora por mais de cinco dias sem autorização judicial; Não sair do país sem autorização da Justiça e entregar o passaporte, caso possua. Ele está no Presídio Joaquim Ferreira, um anexo da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, ou Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó. "Nosso pedido de extensão foi aceito. Esperamos em breve poder retirar nosso cliente, Marlon Brandon, deste aprisionamento desnecessário e ilegal", disse o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, que defende o MC. A defesa do cantor MC Poze pediu à Justiça a extensão da decisão que concedeu liberdade ao empresário Henrique Viana, conhecido como Rato, da produtora Love Funk. Segundo os advogados, o artista está na mesma situação jurídica do empresário, que foi beneficiado com a soltura. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça STJ manteve cantor preso em abril Quem são os principais alvos presos na megaoperação da PF: funkeiros e influenciadores No dia 23 de abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já havia mandado soltar Poze do Rodo, mas uma decisão logo na sequência, da Justiça Federal de Santos, a pedido da Polícia Federal, manteve o cantor na cadeia, em prisão preventiva. O ministro do STJ Messod Azulay Neto, relator do caso, havia concedido um habeas corpus para o MC Ryan SP, mas a decisão valia também para os demais presos na operação, como Poze e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei. Eles foram alvo de uma operação da PF contra uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e de fazer transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. MC Poze é preso em casa no Recreio, na Zona Sudoeste do Rio Reprodução / TV Globo A Operação Narco Fluxo Segundo a PF, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos. Cerca de 200 policiais federais saíram para cumprir 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Também foi determinado o sequestro de bens. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que subsidiarão o aprofundamento das investigações. MC Poze é preso em casa no Recreio dos Bandeirantes Reprodução Outras prisões No ano passado, o MC foi preso pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil do RJ, por apologia ao crime e por envolvimento com o tráfico de drogas — na ocasião, o cantor também era investigado por lavar dinheiro do Comando Vermelho (CV). Segundo a DRE, Poze realizava shows exclusivamente em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados com fuzis, a fim de garantir a “segurança” do artista e do evento. Ainda de acordo com a delegacia, o repertório das músicas de Poze “faz clara apologia ao tráfico de drogas e ao uso ilegal de armas de fogo” e “incita confrontos armados entre facções rivais, o que frequentemente resulta em vítimas inocentes”. A especializada afirma que shows de Poze são estrategicamente utilizados pela facção “para aumentar seus lucros com a venda de entorpecentes, revertendo os recursos para a aquisição de mais drogas, armas de fogo e outros equipamentos necessários à prática de crimes”. “A Polícia Civil reforça que as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e os financiadores diretos dos eventos criminosos”, declarou a instituição. A prisão foi em 29 de maio. Em 3 de junho, ele foi solto, após a Justiça conceder um habeas corpus. Seis anos antes, em 28 de setembro de 2019, Poze foi preso em flagrante após um show em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. A Polícia Militar mato-grossense disse ter recebido diversas denúncias sobre a festa em uma boate no bairro Setor Industrial onde ocorria um baile funk com a presença do músico carioca. A denúncia dizia que havia diversos menores de idade que consumiam bebida alcoólica e droga na festa, além de apontar o MC como responsável por incitar crimes. Uma força-tarefa de policiais militares, civis e Conselho Tutelar foi até o evento, que acabou fechado pelas autoridades. Pelo menos 40 menores foram flagrados consumindo bebidas alcoólicas e usando maconha e cocaína e foram encaminhados ao Conselho Tutelar. Outros 3 homens foram presos, além de Poze, apontados como organizadores do evento.